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Eleição na Câmara: apoio ao deputado Arthur Lira racha PSL

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Jan 8, 2021
Na imagem, Major Vitor Hugo (PSL-GO)

Na imagem, Major Vitor Hugo (PSL-GO)
Michel Jesus/Câmara dos Deputados

A bancada do PSL (Partido Social Liberal) se dividiu entre apoiar Arthur Lira (PP-AL) ou Baleia Rossi (MDB-SP) para a eleição da presidência da Câmara dos Deputados, marcada para 1º de fevereiro.

Os deputados bolsonaristas do PSL encaminharam ao presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ) uma carta, na última terça-feira (5), em que informam a adesão oficial do partido junto ao bloco que defende a candidatura de Lira, apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

A movimentação, contudo, desagradou o presidente da legenda, Luciano Bivar (PE), que já fechou apoio com Rossi, nome do bloco de Maia. A assessoria do partido confirmou que Bivar dará início a expulsão dos deputados que já estavam suspensos, mas que assinaram a carta.

O PSL tem, ao todo, 57 deputados. Desses, 17 estão suspensos pelo partido. A carta enviada a Maia leva o nome desses 17 parlamentares, o que é proibido pelo regimento para adesão a um bloco – é autorizado o uso, apenas, de parlamentares ativos.

Ao todo, são 17 deputados que serão expulsos, ainda de acordo com a assessoria. São eles: Aline Sleutjes (PR), Bibo Nunes (RS), Ubiratan Sanderson (RS), Márcio Labre (RJ), Filipe Barros (PR), Daniel Silveira (RJ), Vitor Hugo (GO), Caroline de Toni (SC), Carlos Jordy (RJ), Hélio Lopes (RJ), Cabo Júnior Amaral (MG), General Girão (RN), Eduardo Bolsonaro (SP), Bia Kicis (DF), Alê Silva (MG), Carla Zambelli (SP) e Chris Tonietto (RJ). O espaço está aberto para manifestação.

Ao R7 Planalto, o Major Vitor Hugo, que protocolou o documento, afirmou que irá vencer a disputa e que a “suspensão não pode afetar o direito de participar da eleição da presidência da Câmara”. O deputado informou, também, que terá uma reunião na próxima segunda-feira (11), que pode votar o parecer da Procuradoria Parlamentar.

O documento, ao qual a reportagem teve acesso, aponta que os 17 deputados dissidentes podem opinar na formação da decisão do partido para adesão a blocos parlamentares e que a penalidade de suspensão não afeta o coeficiente da proporcionalidade partidária fixada no início da legislatura.

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