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Isolamento em 29% igualaria renda a período pré-pandemia, diz governo

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Dez 9, 2020
Rua de São Paulo vazia no final de março, quando começaram as restrições

Rua de São Paulo vazia no final de março, quando começaram as restrições
RIS FAGA/ESTADÃO CONTEÚDO

O Ministério da Economia divulgou uma nota técnica na quarta-feira (9) que defende que as famílias brasileiras estão recuperando a capacidade de obter renda e reduzindo a dependência em relação ao auxílio emergencial, que acaba neste mês, segundo a atual previsão do governo. Segundo a nota, a renda ficaria igual ao período pré-pandemia se o isolamento social caísse para 29% – menos que os atuais 37%.

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A nota técnica tem o tema “Auxílio Emergencial: análise relativa à redução gradativa da dependência do Programa”. Ela aponta que, quanto maior a queda no isolamento social, maior é a queda no hiato salarial (diferença entre a renda habitual e a efetivamente recebida).  

A Secretaria de Política Econômica traz números para exemplificar a tese. Segundo a análise, as famílias perderam em média R$ 202,21 em outubro em maio em relação à renda habitual para o mês antes da pandemia. O valor é menor que os R$ 510,48 da comparação feita no mês de maio em relação aos ganhos habituais.

Os valores não levam em conta o que as famílias receberam de auxílio emergencial no período – em maio, os contemplados receberam R$ 600. Em outubro, o valor foi de R$ 300. Dessa forma, o governo entende que as famílias recuperam a capacidade de gerar renda ao longo dos meses, quando houve também uma flexibilização da quarentena.

A secretaria estimou ainda que esse índice de 29% de isolamento social pode ser alcançado ainda em dezembro.

No entanto, o endurecimento de quarentenas pelo país em razão do aumento de casos de covid-19 pode mudar esse cenário. Em São Paulo, diversas regiões voltaram para a fase amarela do plano de enfrentamento à covid-19, e passaram a vigorar maiores restrições para o funcionamento de comércios, por exemplo. Na terça-feira (8), o índice de isolamento da população no estado ficou em 41%.

Em Santa Catarina e cidades como Campo Grande (MS), regras para redução de movimento nas ruas durante a madrugada também começaram a vigorar nos últimos dias, o que também deverá aumentar o isolamento.

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